NO AVIÃO COM CHUCKY

Viajar ao lado de crianças agitadas tem sido uma verdadeira aventura nas alturas. E pelo jeito, sem solução.

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Entrei para o seleto grupo de colecionadores de aventuras em avião. E a saga, desta vez, foi num Boeing da GOL de Congonhas pra Confins na semana passada.

Precisei antecipar meu voo e nessa brincadeira perdi a companhia de Thaïs ao meu lado por falta de assentos juntos. Sentei-me na primeira fila, na cadeira do meio. Mais uma centímetro de largura na minha silhueta estaria entalado pra sempre de tão estreitas que são as poltronas nesta fileira.

E tá que entra gente, a janela ao meu lado livre e eu em fervorosa oração pra continuar assim. Mas não teve jeito. Um pai com um menininho no colo.

Loirinho, olhos azuis, olhar angelical, sugava um bico azul com tal voracidade que me parecia fome. Trinta segundos sentado, o menino começou a se alongar, bater as pernas naquela típica agitação de quem não está satisfeito. O pai, candidato a santo já na próxima rodada de canonização do Vaticano, coloca a criança no chão.

O pequeno ser descobre o bolsão à sua frente e começa a retirar os folhetos informativos e arremessa-los ao léu. A revista, com algumas páginas docilmente arrancadas pela criatura, era pesada para arremessos tão longínquos. “Não faça isso, João Pedro! Isso não pode! Papai vai ficar bravo!” E o menino nem tchum!

Abnegados passageiros traziam os folhetos de volta e os entregavam ao progenitor. De repente, nosso João morde o bolsão. Não havia jeito de soltá-lo apesar dos esforços do pai. Lembrou-me a mordida de pitbull que só larga a presa quando arranca o pedaço. Ainda bem que existe celular e seus joguinhos. Uma espécie de Prozac infantil. Dito e feito. O menino acalmou, soltou o bolsão e voltou pro colo do próximo santo brasileiro. Levantamos voo e a vida parecia bela novamente.

Hora do recreio. Bebida com aquele biscoitinho de quinta oferecido pelos comissários. João Pedro agarra o seu com bravura.espartana.

Permaneci sentado, braços nos descansos, cabeça repousada no encosto, olhos cerrados. De repente sinto um líquido quente, viscoso e abundante encobrir metade do meu antebraço esquerdo, punho e parte da mão.

Pensei numa sopa grossa feita com guisado de urubu defumado. Joãozinho acabava de vomitar. Não via mais meu relógio. “Hulk” estava morto, afogado naquele lamaçal.

Por sorte a simpática comissária veio com uma toalha e envolveu meu braço para que eu chegasse ao lavatório sem empestear a aeronave. Dado o cheiro, a amputação não foi afastada como medida terapêutica.

Vinte minutos lavando o braço e o relógio. Estavam limpos mas o cheiro não passava. Como médico fica mais fácil entender a razão desse desatino.

Vomitar desencadeia algumas sensações que chamamos reflexo vagal que, dentre tantos efeitos, um é a sonolência. O menino aninhou-se no ombro direito do pai. Olhava candidamente pra mim até que adormeceu.

Resolvi cerrar os olhos e tirar um merecidíssimo cochilo até que fui acordado com um tapa na cara. Ao abrir os olhos, outro tapa com direito a dedo no meu olho esquerdo. Levanto e retorno ao toilette para tentar salvar minha visão.

Pensei comigo mesmo: Estou ao lado de “Chucky” disfarçado, só pode! Não tinha outra explicação. Voltei apavorado pensando nas cenas do próximo capítulo. Joãozinho dormia profundamente.

Pousamos em BH. O pai levanta com o parrudo e lindo menino de quase dois anos no colo para pegar a bagagem. Levantei-me em seguida. Postei-me ao lado do predador mirim já esperando pelo pior. Ele me olha, aproxima-se, me dá um abraço e um beijo tão espontâneos que me derrubaram literalmente.

Toda aquela antipatia e os mais sórdidos desejos humanos em mim despertados desapareceram completamente. Retribui os dois, abraço e beijo, com amor de avô que, dizem os que adquirem este status, chega ser maior que o de pai.

“Nunca mais viajo com ele sem a mãe”, comenta o pai, nosso futuro canonizado. E eu perguntei: “Essa foi a primeira vez?” E ele inconteste: “Não. A última”.

Muito embora seja nossa obrigação também, rendo-me ao jeitinho todo especial e insubstituível das mães.

 

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  1. Cadu ,
    Seus contos têm história , cultura e diversão .
    Sabor único só emanado por vc .
    Parabéns por mais este . Não páre .
    Vc no faz falta .
    Sebastião Nelson 😅😂🤣

  2. Muito bom caro Leão!
    Status de avô assim mesmo, Oferece a outra face para aquele que te quer destruir, e com isso domou a fera, que em resposta te abraça e te beija, você se derretendo todo.
    Muito bom, o médico Carlos Eduardo Leão, o bom cristão, quem sabe também vai ser canonizado!
    Abraço!
    Eduardo Belisario

  3. Entre mortos e feridos, escaparam todos! Ainda não foi dessa vez, Cadu. Daria tranquilamente para um stand up comedy! Grande abraço
    Cido Carvalho

  4. Espetacular Crônica, Cadu.
    Com seres que apresentam aversão a programas que exigem carteira da Funai parece haver grande atração a fatos inusitados , para não dizer trágicos, e que, sabiamente, através de suas crônicas, consegue transformar em um momento hilário e até mesmo cheio de amor. Digno de um Avô, se não de criaturas lindas de olhos azuis como esta , pelo menos de criaturinhas que enfeitam sua tela de celular.
    Parabéns pela crônica. Forte abraço.
    Alex Meira.

  5. Chefe,
    Nunca li nada mais engraçado 🤣
    Li realizando você relatando o fato, piadaaaa
    😂😂😂😂😂
    Saudades
    Um abraço extensivo à família
    Andrea Paixão

  6. Olá Leão. Parabéns pela crônica. Você descreveu a difícil situação com leveza e paciência de avô.
    Esta situação não é nada fácil. É um exercício de paciência e tolerância. Nunca vivenciei nada semelhante com os meus filhos. Mas, pode até ter acontecido e, às vezes, sendo autores não percebemos.
    Embora esta decisão não seja sua, está na hora de ser avô.
    Abraços fraternos,
    Manoel Rocha. Vitória – ES.

  7. Eita mestre Cadu,
    Nada é tão ruim que não possa piorar. Imagine se estivesse viajando de ônibus.
    Viagens ao lado de pessoas que roncam absurdamente, idosos que tossem a noite inteira, pessoas com catinga de cc, já passei por muitas destas situações.
    Mas em avião nunca me esqueci do dia que sentou se ao meu lado um obeso mórbido em um voo lotado de Atlanta a Las Vegas. O rapaz ocupava a poltrona dele e metade da minha. O cinto não coube nele e tiveram que usar um extensor. Ele me pediu desculpas muito constrangido e tive que aguentar resignado.! Me senti em uma lata de sardinha!

    Um abraço a todos!
    Osiris Martuscelli

  8. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Rindo até 2030
    Silvana Leão

  9. Cadu, passei pela mesma situação e tive sorte, sem vômito! Mas esse assento da Gol é indescritivelmente apertado para quem tem 1.97 de altura e cintura de “borda recheada”. Consegui sair sem uma gangrena. Sobrevivi ! Grande abraço !!!

  10. Sem comentários. Somente boas gargalhadas. Só ficou uma dúvida: e se fosse um totozinho, peludinho, cheiroso e com uma coleirinha enfeitada com um luzidio diamante, no colo confortável de uma jovem e elegante senhora? Pergunto, porque nas ruas, hoje só vejo “mamães” e “papais” com seus, carinhosamente chamados de “filhinhos”. Ah! Filhinhos poodle, chihuahua, shih tzu, bichón frisê (não confunda…). Abraços, Evaldo.

  11. BÁRBARO
    Ri muito! Lembrei de uma sua em voo com um pet te lambendo o braço… …penso que é hora de um avião próprio! Me candidato a piloto!
    Denis Calazans

  12. ⭐️Cadu,tudo pode acontecer ao lado de crianças de “colo” ,numa aeronave ! Também fui vítima .Uma freira com um infante de meses nos braços ,pediu-me para segurar o mesmo ; ela precisava ir ao toalete. Ato contínuo , minuto seguinte a criança agradeceu-me com um banho de xixi !!!!!Hoje , mesmo sentado na janela ,faço todo acordo pra trocar de poltrona . Parabéns , ✍️belo texto .Seu colega Moisés Wolfenson
    🤜🏼🤛

  13. Muito bom, vi toda a cena como um filme!
    Me fez lembrar muito meu pai que sempre diz que se soubesse que era tão bom ter neto nem teria tido filho! 😂
    🤣
    Abraços
    Gilka

  14. Com crianca ainda vai. E quando essa saga e com adulto? Nos mesmos moldes que Chuck, porem com direito a encostar a cabecona mo meu ombro e chorar…
    Abraco Cadu
    Julio Pinheiro

  15. Tenha certeza querido Cadú, elas e só elas têm o jeitinho especial para dominá-los. E que desse desabafo poético fique a lição: nunca deixe de ter Thaís ao seu lado! Abraço.
    Hélio Paoliello

  16. Sensacional Cadu !!! Acho que todos nós já passamos por isso ou vivenciamos algum passageiro a nossa frente enfrentar essa saga . Kkkk
    Texto lindo .
    Parabéns 👏👏👏
    Menegazzo

  17. Sensacional!!
    Eu tenho 5 destes anjinhos mas os meus são adestrados desde pequenos
    A criança nasce como um livro de páginas brancas. A maneira como vc educa, a índole e a vida é que irão escrever a sua história. Então uma parte disso tudo o culpado são os pais que não quiseram ou não souberam educar….

  18. Bom dia amigo! Vc sabe escrever com tanta realidade ,que embarquei tbm naquele voo e presenciei estas cenas ,que de horríveis e aborrecidas,acabaram me provocando nojo e risadas. Achei que de um fato muito triste e irritante,vc conseguiu com seu talento de escritor, transformar numa crônica muito engraçada. Estou rindo até agora. Parabéns Cadu !!! Feliz domingo
    Sônia Saadi

  19. Enquanto isto nossos doces caezinhos são obrigados viajar trancafiados como bagagem. Preferia bem mais viajar ao lado de um Putbull! Kkk 😂 😂

  20. Enquanto isto nossos doces caezinhos são obrigados viajar trancafiados como bagagem. Preferia bem mais viajar ao lado de um Putbull! Kkk 😂

  21. Sensacional, Cadu!! Isso mostra que está pronto pra ser avô. O carinho e o sentimento de amor tornam-se mais evidente e fortes após o evento my Chucri e o conhecendo bem, vejo o imenso e carinhoso sorriso acolhedor no final da cena.
    Vovô Cadu está pronto pra receber os netinhos !!
    Grande abraço
    Geraldo Costa

  22. Tive um amigo que detestava tanto o convívio com crianças que seu apelido era “Tio Herodes”, aquele mesmo que mandou matar as criancinhas. Crianças “dos outros” tem que ser em hora e local apropriado, espaçoso e com atrações para entretê-los. Aviões são o pior lugar para nós pela falta do que fazer para passar o tempo . Agora, imagina para eles, coitadinhos!

    1. Crônica fantasiosa? Excelente!! Alegre! Divertida! Com toques de verdade?? Nos mostra a total falta de educação das crianças de hoje. Manipulação dos pais e das pessoas em volta ( aquele abraço e aquele beijo, Judas não teria feito melhor…).
      Grande abraço amigo amado! Bom demais ler suas crônicas de novo!!! Ian Duarte

  23. Bom dia! Tragicamente divertida! Considerando que “morei” por 4 anos no avião , também já passei por perrengues do gênero ! Abraços Fraternos
    Lincoln Lopes Ferreira

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