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O futebol tem dessas coisas…
Às vezes, ele ensina uma lição justamente onde quase ninguém esperava encontrar.
Curaçao. Um pequeno país, desses que muita gente precisa procurar no mapa, chegou à Copa do Mundo e descobriu que um gol pode valer mais que uma taça.
Contra a Alemanha, levou 7 a 1. Mas marcou um gol. E comemorou como se tivesse conquistado o mundo.
E talvez tenha mesmo.
Porque há vitórias que não cabem no placar.
Depois veio o empate com o Equador. Primeiro ponto de Curaçao em uma Copa. Para um país pequeno, foi como ganhar um campeonato inteiro.
E eles entenderam uma coisa que às vezes esquecemos: participar, lutar, representar, entregar tudo… já é uma conquista.
Cada defesa do goleiro. Cada passe certo. Cada dividida. Tudo era celebrado.
Pareciam gladiadores?
Sim.
Mas gladiadores de um tempo diferente: sem arrogância, sem peso, sem a obrigação de provar nada para ninguém.
Apenas felizes por estarem ali.
E eu me lembrei de Gonzaguinha:
“Eu fico com a pureza da resposta das crianças…”
Porque talvez seja isso que Curaçao esteja mostrando ao mundo: a beleza de quem joga com o coração.
Quando o rei e a rainha dos Países Baixos entraram no vestiário para comemorar junto com os jogadores, ficou evidente: aquilo não era só futebol. Era identidade. Era orgulho. Era pertencimento.
Enquanto isso, uma torcida japonesa continua dando aula de civilidade, limpando as arquibancadas depois dos jogos. Porque o espetáculo não termina quando o árbitro apita.
E o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, mostrou que uma defesa pode contar uma história inteira. Parou uma gigante, emocionou o mundo e virou símbolo de uma Copa que ainda está descobrindo seus personagens.
Talvez a maior beleza do futebol esteja justamente nisso:
Ele não é feito apenas de campeões.
É feito de jornadas.
De quem chega desacreditado e joga como se carregasse uma nação inteira nos ombros.
De quem entende que ídolos não se diminuem: se reverenciam, se estimulam e se exaltam.
De quem sabe que vestir uma camisa é uma honra, não um incômodo.
Curaçao nos lembrou algo simples, mas poderoso:
No futebol — e na vida — nem sempre vence quem levanta a taça.
Às vezes, vence quem nos faz lembrar por que amamos esse jogo.
Ola Cadu
Mande a cronica pro Neymar…
Abc
Julio Pinheiro
Bom dia!
Muito boa a crônica…
Vamos esperar a lição que a nossa seleção tem a nos mostrar…
Abraço
Eduardo Lange
Que crônica linda!!! Parabéns, Cadú! Descreveu partes da Copa de maneira elegante, com o coração! Grande abraço!!! Ian Duarte
Aprendizafo! Exemplo@
Excelente texto Cadu, parabéns, retratou bem o que já foi nosso futebol e o que ainda deveria ser, a ser exemplo de equipes modestas mas dedicadas como Curaçao. Infelizmente nossa equipe parece ser uma constelação de estrelas muito mais preocupados com o glamour, seus fartos vencimentos e exposição de suas bolsas , relógios e roupas milionárias. Humildade em nosso mundo? Algo cada dia mais raro. Infelizmente não apenas no futebol.
Alex Meira
Belo texto, Cadu!!❤️
Bernadete
Parabéns meu amigo CADU pela bela e singela crônica.!!!
Lula
Nossa ! Cadu! Emocionante sua crônica sobre o futebol!
Mais uma vez vc prova que escrever bem é falar com o coração, e falar bem é cativar a todos com a simplicidade das palavras,que convencem todos que as escutam!🙏👏👏👏👏👏👏👏👏👏😍😍😍MILHÕES DE PARABÉNS POR ARRASAR NAS DUAS QUALIDADES: ESCRITA E ORATÓRIA!!!!
Sônia Saadi
Excelente!!! Emocionante !!! Real!!!
Boa Cadu!
Ze Octavio
Maravilha Cadu! Que contraste com a arrogância de alguns craques que vemos por aí, não é mesmo? Uma bela lição de humildade e simplicidade! Verdadeiro amor à camisa! Parabéns
Cido Carvalho
Curaçao jogou com Coração!!!
Jorge Safe
PQP. Estava com a corda toda . Muito bom.
São exemplos q estamos precisando.
Parabéns Cadu.
Abc.
Adissi
Olá,Amigão.
O futebol sempre foi,para mim,uma paixão.
Você resumiu muito bem .
CURAÇAO representa uma modificação no futebol mundial,que percebemos em todas as equipes, de pequenos países,que jogam com muito mais amor à suas camisas ,em busca de um esporte onde o protagonismo começa a se diversificar.
👏👏👏👏👏👏👏
Alex Wagner
Maravilha, Cadú!
Ticiano Cló
…. porque seleção brasileira não vê estes jogos…????
Lourival César
“De quem sabe que vestir uma camisa é uma honra, não um incômodo.
Curaçao nos lembrou algo simples, mas poderoso:
No futebol — e na vida — nem sempre vence quem levanta a taça.” Sensacional ! Parabéns
Lincoln Lopes Ferreira
Muito bom. Mais um ótimo texto.
Vitor Pardini
Viva a ingenuidade, a leveza, a pureza! Viva Curaçao e o Vozinha!
Pestana
Recebo essa crônica como um presente antecipado dos meus 77 anos. Obrigado
João Batista
Cadu meu amigo !!! Humildade é tudo 👏👏
Menegazzo